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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sonhar um sonho

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......................Imagem retirada da Internet
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Há muito tempo que ando à minha procura nesta vida, que é o mesmo que dizer que procuro algo que me preencha, que me faça sentir realizada, que me ensine a transmitir o muito que já aprendi ao longo desta e de inúmeras outras vidas para, assim, poder ajudar outras almas perdidas.
Como um pequeno pardal que saltita de galho em galho, também eu já experimentei um pouco de tudo, principalmente no que diz respeito aos trabalhos manuais (até já ensinei o meu marido a arranjar estores! :) ) e sou mestre na arte de começar e não terminar, de ver o entusiasmo desvanecer com a mesma facilidade com que havia surgido.
É por isso com agradável surpresa, que vejo a minha tradução chegar ao fim, a revisão concluída, pronta para uma última análise a fazer por alguém "de fora", depois de muitas horas de dedicação e empenho, e sem aquela já tão familiar sensação de um arrastar entediado.
A forma como o trabalho fluía sem esforço, mesmo naqueles dias em que, ao início, a ideia de lhe pegar nem era das mais animadas; a voz que me dizia, confiante, que tenho tudo para fazer um excelente trabalho, quando sempre fui a primeira a duvidar das minhas próprias capacidades; as palavras que surgiam, na minha mente ou em páginas de livros ou revistas que entretanto ia lendo, quando uma frase ou expressão do texto original me deixavam atrapalhada; tudo isto tem vindo a alimentar a minha convicção que estou, finalmente, à beira de realizar o meu sonho.
Posso ainda ter um longo caminho a percorrer, sem dúvida, mas para quem já tanto caminhou e desesperou, a mera perspectiva de ter um objectivo definido à minha frente enche-me de ânimo e força para enfrentar o que ainda está para chegar.
Ainda tenho de ir "bater a algumas" portas para tentar vender o meu trabalho, mas sei que o meu entusiasmo e confiança nesta técnica que tem vindo a crescer e a dar frutos tangíveis ao longo de todo o mundo são uma arma poderosíssima para ajudar a abrir e entrar e atingir o meu objectivo.
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Sonha, acredita, trabalha... sê feliz!
E não te esqueças de ouvir o teu corpo...
:)
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sábado, 24 de janeiro de 2009

No Trabalho

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.............................Imagem retirada de Flickr.com

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Aprender a gostar do meu trabalho é, por si só, uma ideia que há uns anos atrás me pareceria aterradora.
Quantas vezes exclamei convicta:
"Não sou uma pessoa conformista!"
Hoje, com o peso de experiências passadas, aquilo a que chamamos maturidade, olho para trás e verifico que essa atitude me trouxe mais dissabores que benefícios.
Se me perguntarem se me agrada imaginar-me daqui a 30, 20 ou mesmo 5 anos a fazer o mesmo que hoje, a resposta ainda é a mesma - ideia tão deprimente, a diferença é que hoje me recuso a pensar no assunto e tento, cada vez mais, viver o momento presente. Um dia de cada vez e nada mais.
Voltando ao início, e apesar de aceitar o meu actual dia-a-dia, a verdade é que aceitar não é gostar e sei que se aprendesse a gostar MESMO do meu trabalho, a minha vida, no geral, seria bem mais agradável. Deixaria, provavelmente, de sentir aquela insatisfação, desmotivação, que se mantém maioria das vezes bem enterrada mas contudo ainda presente e que, por isso, de vez em quando sobe à superfície sob a forma de impaciência e agressividade geralmente injustificada e desnecessária em particular para com aqueles que mais amo.
Mas como consegui-lo?
A resposta a esta questão tem sido uma das minhas últimas demandas e cada vez mais me convenço que a encontrarei nas mais pequenas coisas. Naquelas que apesar de sempre presentes tão raramente paro para as apreciar - as sensações. Sentir os cheiros, ouvir os sons, observar as cores, e todas as outras sensações que existem sem as julgar ou censurar. Sem dar ouvido àquela "voz" que sempre lhes encontra algum defeito as rotula como insignificantes ou arranja algo mais importante para fazer. Resumindo: O Momento Presente.

Afinal como posso ter a certeza que estar noutro local a fazer algo diferente seria o melhor para mim?
Simplesmente não posso!
A verdade é que crescemos e aprendemos com as nossas experiências do dia-a-dia e não tenho como garantir que não existam tantas lições ainda por aprender naquele lugar. Por isso talvez o melhor para mim seja mesmo estar aqui a fazer precisamente o que faço todos os dias.
Sei que se me entregar totalmente ao meu trabalho serei, seguramente melhor profissional, provavelmente melhor colega e poderei, possivelmente, evoluir noutras direcções.
Apenas não posso ver o presente como um simples meio para chegar a um “futuro melhor” pois isso não é amar a realidade e não me dará, a todos os níveis, a mesma satisfação não passando apenas de uma máscara diferente.

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