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sábado, 24 de janeiro de 2009

No Trabalho

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.............................Imagem retirada de Flickr.com

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Aprender a gostar do meu trabalho é, por si só, uma ideia que há uns anos atrás me pareceria aterradora.
Quantas vezes exclamei convicta:
"Não sou uma pessoa conformista!"
Hoje, com o peso de experiências passadas, aquilo a que chamamos maturidade, olho para trás e verifico que essa atitude me trouxe mais dissabores que benefícios.
Se me perguntarem se me agrada imaginar-me daqui a 30, 20 ou mesmo 5 anos a fazer o mesmo que hoje, a resposta ainda é a mesma - ideia tão deprimente, a diferença é que hoje me recuso a pensar no assunto e tento, cada vez mais, viver o momento presente. Um dia de cada vez e nada mais.
Voltando ao início, e apesar de aceitar o meu actual dia-a-dia, a verdade é que aceitar não é gostar e sei que se aprendesse a gostar MESMO do meu trabalho, a minha vida, no geral, seria bem mais agradável. Deixaria, provavelmente, de sentir aquela insatisfação, desmotivação, que se mantém maioria das vezes bem enterrada mas contudo ainda presente e que, por isso, de vez em quando sobe à superfície sob a forma de impaciência e agressividade geralmente injustificada e desnecessária em particular para com aqueles que mais amo.
Mas como consegui-lo?
A resposta a esta questão tem sido uma das minhas últimas demandas e cada vez mais me convenço que a encontrarei nas mais pequenas coisas. Naquelas que apesar de sempre presentes tão raramente paro para as apreciar - as sensações. Sentir os cheiros, ouvir os sons, observar as cores, e todas as outras sensações que existem sem as julgar ou censurar. Sem dar ouvido àquela "voz" que sempre lhes encontra algum defeito as rotula como insignificantes ou arranja algo mais importante para fazer. Resumindo: O Momento Presente.

Afinal como posso ter a certeza que estar noutro local a fazer algo diferente seria o melhor para mim?
Simplesmente não posso!
A verdade é que crescemos e aprendemos com as nossas experiências do dia-a-dia e não tenho como garantir que não existam tantas lições ainda por aprender naquele lugar. Por isso talvez o melhor para mim seja mesmo estar aqui a fazer precisamente o que faço todos os dias.
Sei que se me entregar totalmente ao meu trabalho serei, seguramente melhor profissional, provavelmente melhor colega e poderei, possivelmente, evoluir noutras direcções.
Apenas não posso ver o presente como um simples meio para chegar a um “futuro melhor” pois isso não é amar a realidade e não me dará, a todos os níveis, a mesma satisfação não passando apenas de uma máscara diferente.

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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Derrota "à antiga"


Talvez não em todas, mas tenho a certeza que a minha casa não foi a única em Portugal onde, ontem à noite, o ambiente esteve um tanto ou quanto carregado...
A minha vontade é dizer:
"Volta Scolari, estás perdoado!"
Não sou pessoa para me aborrecer com futebol, e a única vez que me emocionei a sério, enervei e quase chorei foi no Euro 2004, especialmente no jogo entre Portugal e Inglaterra, mas tenho um marido que adora desporto no geral e futebol em particular e a noite passada foi, para ele, triste por ver a nossa selecção passar um jogo a fazer tudo menos jogar bom futebol, como fazia nos tempos anteriores a Scolari.
Muito criticaram este senhor pelo seu mau feitio, pelas coisas que dizia e, para muitos, pelos menos bons resultados, mas a verdade é que Portugal nunca atingiu resultados como com ele. Não ganhou o Euro ou o Mundial?
Verdade, mas apurou-se Sr. Carlos Queiroz!
E nem sequer foi eliminado nos primeiros jogos!
Garante que seremos apurados para o Mundial de 2010?
A jogar desta forma, nem os seus belos olhos me convencem!
E quanto ao Sr. Rui Santos... pelas suas lindas gravatas - gostava de o ouvir comentar o actual futebol da nossa Selecção!
Mas sou "apenas" uma mulher e por isso digo que - desporto é assim mesmo e que podemos afirmar que Portugal tem equipa para jogar melhor, que é uma vergonha, e muito mais - a minha pergunta é apenas esta:
Tens a certeza que isso é mesmo verdade?
Não, não é!
Porquê?
Por um único motivo - a realidade é que não o faz!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Devia ser diferente...


Quando comecei a pensar onde, na minha vida, melhor poderia utilizar o método de Byron Katie vieram-me à ideia algumas questões que, de certa forma, ainda me magoam e que gostaria de ver resolvidas e verifiquei que, sorte a minha, não eram muitas.
Depois comecei a pensar num dia-a-dia comum e quantos pequenos "devia/não devia ser assim" mais ou menos directos me ocorriam e fiquei surpreendida...
- O despertador não devia tocar tão cedo;
- Eu não devia ter de ir trabalhar tão cedo;
- O meu filho devia ser mais despachado;
- A minha filha não devia chorar tanto;
- Aquela camisa já devia estar passada;
- O meu cabelo não devia estar levantado;
- Não devia estar tanto frio;
- As obras da estrada já deviam ter terminado;
- Não devia haver tanto trânsito;
- Aquele condutor não se devia ter atravessado à minha frente;
- Esta gente devia ir aprender a conduzir e o que é civismo;
- Devia ter um lugar para estacionar mesmo à porta do meu trabalho;
- Quando eu digo bom dia esta gente devia responder;
- O meu chefe já devia ter chegado;
- Devia ter mais tempo para terminar este trabalho;
- Devia ser promovida;
- Devia ganhar mais e pronto;
- Devia ter uma hora de almoço decente;
- O empregado do restaurante devia ser mais simpático;
- Já deviam ser horas de me ir embora;
- Devia ter uma empregada para me fazer as coisas de casa;
- Não deviam estar sempre a aumentar os preços das coisas;
- O dia devia ter mais horas para eu conseguir fazer tudo o que preciso;
- Devia ter-me lembrado de comprar aquilo;
- O meu vizinho devia fazer menos barulho;
- Devia ter dinheiro para comprar uma casa maior,
- Devia sair-me o Euromilhões;
- ...

Será que só eu é que sou assim????
Sinto-me um tanto deprimida ao constatar tamanha luta contra a realidade!
A verdade é que as coisas são como são e a única coisa que ganho ao não as aceitar será uma dor de cabeça ao fim do dia e as suas consequências - pouca paciência para os filhos e marido, frequentes discussões com todos e aumento da dor de cabeça para no dia seguinte começar tudo de novo.

Que adianta?
Como diz a Katie:
"Quando discuto com a realidade perco, mas só cem por cento das vezes"