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sábado, 20 de outubro de 2012

Virar a página

                         
                                                                    Imagem de - A Alma Sente - Facebook

É nisto que acredito, é assim que encaro a minha vida.
Tropeçar faz parte do crescimento.
Não daria o mesmo valor a tudo de bom que me acontece, que tenho, se não tivesse já errado tanto, perdido muito!
Mesmo assim, chorar o que perco, quando perco, é preciso, tem de ser sentido, para que depois possa ser deixado no seu lugar - no passado.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

De volta!


Depois de grande ausência, voltou a vontade de escrever.
E porquê aqui, tenho pensado?
Talvez por gostar da sensação de que alguém pode ler estas palavras, mas ao mesmo tempo de, pelo menos para a maioria de quem aqui passa, eu não passar de um ser anónimo...
Não procuro qualquer reconhecimento, não me apetecem julgamentos nem tão pouco palmadinhas nas costas - são apenas desabafos!

Volto diferente, com mais uma página virada, novas lições aprendidas.
Ilusões e desilusões à parte, no fundo, ainda e cada vez mais - EU!

Orgulho-me dos meus 40 anos, mas não vejo com alegria a proximidade dos 50!
O tempo voa, foge por entre os dedos, não dá para desacelerar...
E sinto que, nalguns aspetos, não vou ainda nem a meio do caminho.
Quem seria eu se tivesse crescido com segurança e confiança em quem sou?
Não adianta olhar para trás, pois tenho hoje coisas de que não abdicaria por nada!
E tudo o que vivi fez-me chegar onde cheguei, aprender o que aprendi, orgulhar-me de quem sou!

E aqui estou!

Até breve!






quarta-feira, 14 de abril de 2010

Algo interessante

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Mentes Criminosas é, sem dúvida, uma das minhas séries de televisão preferidas. É comum todos os episódios começarem e/ou acabarem com uma citação de alguém conhecido. Como seria de esperar umas dizem-me mais do que outras, mas, recentemente, houve uma citação e uma fala de uma das personagens que mereceram particular interesse da minha parte e que aqui deixo:
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"O que está para trás de nós e o que está à nossa frente tem pouca importância comparado com o que está dentro de nós."
Ralph Walde Emerson
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"As cicatrizes lembram-nos onde estivemos, mas não têm de nos ditar para onde vamos."
Fala de David Rossi interpretado por Joe Mantegna
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sábado, 18 de julho de 2009

Aprender a Ser

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Esta foi a minha última descoberta!
Uma reportagem com a Fátima Lopes na Revista Zen Energy levou-me à procura de Christiane Águas e assim descobri os seus livros que acabei por comprar e ler.
Não vou dizer que acredito que TUDO o que acontece nas nossas vidas tem relação directa com os nossos pensamentos, mas não tenho a mínima dúvida que estes que são o principal motor do nosso estado de espírito que, por seu lado, influencia o nosso dia-a-dia e isso sim, pode mudar por completo o nosso percurso nesta vida.
E também acho que este método deixa "de fora" as nossas emoções. Se me sinto mal acredito mais em enfrentar esse sentimento do que em empurrá-lo para algum canto longínquo e camuflá-lo com pensamentos positivos...
Mas mantenho a convicção que a forma como são estruturados os nossos pensamentos é essencial e, por isso, sem possibilidade de momento de frequentar os seus workshops estou empenhada em cumprir a sua proposta de programa autodidacta e não deixa de ser curioso notar como, ao me tornar mais consciente das palavras que utilizo nos meus pensamentos e, assim, ter a preocupação de substituir as negativas por outras mais optimistas, vou constatando a diferença nos resultados finais.
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Na Zen Energy de Julho (da qual me estou a tornar particularmente fã) vem uma reportagem intitulada Enraizamento com texto de Isabel Leal que começa assim:
"Em Portugal, culturalmente, somos ensinados desde cedo a pensar pequeno, que a vida se faz com esforço e que tudo tem o seu preço. Estes pensamentos criam o amanhã de todas as pessoas. Todo este cenário tem de ser alterado. É necessário ter pensamentos positivos. Aos pensamentos seguem-se as escolhas e as atitudes: pessoas com bons pensamentos fazem melhores escolhas e têm melhores atitudes."
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Não me parece fácil contrariar a lógica deste comentário. Não digo que pessoas mais pessimistas não possam atingir os seus objectivos contudo estou certa que será de uma forma mais dolorosa e com muito menor satisfação pois têm, habitualmente, tendência para nunca estar satisfeitos com o que conseguem sendo os "defeitos" o foco principal da sua atenção.
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A mesma reportagem continua com o seguinte:
"Ensinar as técnicas de enraizamento a adultos e a crianças contribui para que a vida no planeta Terra e a realidade material fluam de forma mais natural e com mais sucesso.
Numa época em que a palavra "crise" impera e as ambições e realizações estão mais confusas e dispersas, é possível aprender como trazer até ao nosso quotidiano aquilo de que realmente precisa.(...)
É importante deixar de lado os medos ou as energias e experiências que temos passado, pois estes vão inlfuenciar constantemente o presente de forma negativa ou viciada. Guardar apenas os bons momentos é uma escolha. (...)"
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Embora gostasse não posso nem faz sentido transcrever para aqui toda a reportagem, por isso sugiro, a quem tenha ficado com curiosidade a compra desta revista pois pode ficar a conhecer mais a técnica de enraizamento que nada tem de complicado e, acredito, pode ajudar no nosso dia-a-dia.
São dadas sugestões simples, para além de determinados "desportos" como o Yogo, Judo, Karaté Taekwondo entre outros, como o dar uma abraço a nós mesmos, tomar um banho relaxante, abraçar uma árvore, descalçar e deitar, num jardim ou na praia, e sentir o solo com os pés e as mãos por alguns minutos.
Numa altura de férias nada disto é assim tão difícil de conseguir fazer se apenas nos lembrarmos de tal. Como tenho experiência, como já aqui antes descrevi, do indescritível prazer que andar descalça à beira da água de um pacífico lago e trepar a árvores e sentir-me parte delas, apenas me sinto algo "idiota" por não me lembrar de o repetir mais vezes, por deixar que a ideia do que o que os outros possam pensar de mim interfira no que tantas vezes me apetece fazer: descalçar e sentir a relva com os meus pés ou mesmo abraçar uma árvore.
Já que estou de partida para umas merecidas e mais que necessárias férias, prometo a mim mesma fazê-lo com os meus filhos para que também eles possam sentir a magnífica energia da Natureza à qual pertencemos mas da qual tanto nos esquecemos.
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Desejo a todos os que já estão ou ainda estejam para ir, umas excelentes e repousantes férias!
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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Querer ou talvez nem tanto...

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................... ....Imagem retirada da Internet


A nossa mente tem uma maneira de funcionar algo estranha...
Ou pelo menos a minha tem!

Por mais que faça o Inquérito e conheça em primeira mão a forma como me ajuda a ultrapassar situações desagradáveis, há alturas em que me sinto absolutamente deprimida, triste, magoada ou cheia de raiva e a única coisa que quero é "encolher-me" no meu canto, que me deixem em paz a "curtir a minha ".
Porque é que nos momentos em que mais falta me faz eu não consigo utilizar esse método?
Parece que gosto de me sentir assim e que não quero deixar de estar mal.
Compreendo porque tantas pessoas desvalorizam este e qualquer outro método quer simplesmente não acreditando quer dizendo que não é para si.
A verdade é que qualquer (ou grande parte) deles pode resultar se apenas tentarmos!
E com qualquer pessoa!
É necessária, certamente, uma grande força de vontade e por vezes mesmo coragem para entrarmos dentro de nós mesmos e arriscarmos analisar a nossa própria mente. Descobrir o que vai cá dentro não é, na maioria das vezes, fácil mas o primeiro passo é o pior.
Contudo quando estamos mal com alguém e pegamos numa folha de papel para deixar a nossa criança interior sair e fazer todo o tipo de queixas possível e imaginário é só por si libertador e pode até chegar a ser divertido ler o que escrevemos, pelo menos uns tempos mais tarde.
Depois podemos ir um pouco mais longe e parar para ver como nos sentimos e como seria se não conseguíssemos ter aqueles pensamentos que nos estão a deixar mal. Uns poucos minutos são suficientes e se conseguirmos fazer as inversões, para mim muitas vezes o mais difícil, então sairemos de todo o processo pessoas livres.

"Basta" QUERER MUITO!
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quarta-feira, 18 de março de 2009

Maus Colegas

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....................Imagem retirada da Internet

Quem nunca teve um mau colega?

Um colega meu teve, há poucas semanas, uma discussão com o nosso chefe que, a meu ver, tinha mais razão que ele, e desde aí o seu rendimento que já não era alto caiu a pique. Entretanto decidiu meter baixa por 3 semanas e a maior parte de nós pensou que se iria prolongar, mas não, voltou e com o mesmo ritmo dos dias imediatamente anteriores.
Tudo isto poder-me-ia ter passado ao lado não fosse ter começado, há não muito tempo atrás, a aprender o seu trabalho para o poder substituir durante as férias e outras ausências pelo que nessa altura estava ainda muito "verde" e fui apanhada de surpresa com diversas situações que não sabia mesmo fazer mas tudo acabou por se resolver.
Também isto nada teve de transcendente mas houve algo pelo meio que me deixou verdadeiramente irritada: no dia em que ficou de baixa o dito Sr. entrou no nosso local de trabalho sem sequer um "Bom dia" dirigindo-se directamente ao chefe para entregar o documento optando igualmente por me ignorar quando lhe dirigi palavra e saindo sem mais.
Ele pode ter os seus motivos para estar revoltado com a chefia, mas pessoalmente nuca lhe dei qualquer motivo para ser rude e, principalmente como colega que o ia substituir, não esperava tamanha falta de consideração. Agora sou constantemente chamada para o ajudar a concluir tarefas (que quando sozinha não tive qualquer dificuldade em desempenhar sozinha) atrasando assim o meu trabalho e a irritação começou a acumular-se dentro de mim.
Quando decidi fazer O Trabalho sobre isto a minha mente começou por se opôr terminantemente: era como se ao deixar de estar chateada com ele lhe estivesse a dar razão. Ele e a sua atitude estavam certos e eu errada por me sentir assim. Ora isto é algo que o meu ego tem MUITA dificuldade em aceitar.
Mas o facto é que ele fez o que fez porque achou que devia fazer e nada pode mudar essa realidade. Não me compete a mim decidir a forma como ele se deve sentir e agir acima de tudo quando não faço a mínima ideia do que vai pela sua cabeça. Mas posso e DEVO alterar a forma como isso me faz sentir principalmente quando essa sensação é tão negativa. Se entrasse em conflito directo com ele teria mais problemas que vantagens e iria certamente criar um péssimo ambiente de trabalho. Do outro lado tenho a hipótese de fazer o meu trabalho o melhor possível reduzindo ao mínimo indispensável a comunicação entre nós.
E desta forma não foi tão difícil convencer o meu ego que nem tudo passa por estar certa ou errada
E também posso optar por ver nele uma pessoa triste e revoltada que interiormente se deve sentir bastante mal e que não teve provavelmente a intenção de me ofender directamente.
Questionar os meus pensamentos nem sempre começa por ser fácil e simples, mas termina SEMPRE da melhor forma.
É bem mais fácil viver assim!
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Quem sou Eu?

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Apercebi-me da dificuldade que tenho em parar para pensar quando estou realmente furiosa com algo ou alguém, como se parte de mim se recusasse a ceder - "Tenho razão para estar zangada e quero continuar zangada!". Nem sequer consigo fazer O Trabalho.
Quem é esta "voz" que prefere ver-me mal a desistir de provar que Eu estou certa e a outra Pessoa errada?
Não posso ser EU pois não gosto dessa posição que apenas me prejudica!
Segundo Eckhart Tolle, no seu novo livro "Um Novo Mundo", esta voz é a voz do EGO com a qual nos identificamos.
Comprei este livro recentemente após ouvir a Oprah falar nele diversas vezes e, embora ainda não tenha chegado sequer a meio, ele vem, para mim, complementar o método da Byron Katie. Também para Tolle nada mais existe que o momento presente e a nossa identificação com a mente pensadora é errónea.
Também ele defende a rendição ao que é como uma abertura para a vida:
"Quando nos rendemos interiormente, quando nos entregamos, abre-se uma nova dimensão de consciência. Se for possível ou necessário agir, a nossa acção estará alinhada com o todo e será apoiada pela inteligência criativa, a consciência incondicionada com a qual nos tornamos uno se estivermos receptivos interiormente. As circunstâncias e as pessoas começam a ajudar-nos, a cooperar connosco. As coincidências acontecem. Se não for possível agir, confiaremos na paz e na serenidade interior que surgem quando nos entregamos. Confiaremos em Deus."
É no ponto da espiritualidade que Tolle e Katie mais divergem, uma vez que Katie nada tem de espiritual e Deus, para ela, é sinónimo de Realidade.
Eu considero-me uma pessoa espiritual que acredita em Deus não como uma entidade divina mas como um poder superior a qualquer outra coisa, o poder da Natureza de onde todos vimos e ao qual todos pertencemos de forma idêntica. E também por isso a visão de Tolle faz tanto sentido para mim. Se nos conseguirmos desprender da mente pensante que tudo rotula e converte em pessoal, estaremos ligados a algo muito mais profundo que nós próprios e as nossas decisões serão mais puras, objectivas e imparciais.
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Quando conheço alguém pela primeira vez crio imediatamente uma imagem sua (como se costuma dizer - não existem segundas primeiras impressões) que tanto pode ser positiva como negativa. É a partir desta primeira impressão que me baseio para lidar com ela e quantas vezes não me enganei!
Já confiei em pessoas que acabaram por provar não ser merecedoras dessa confiança. Já menosprezei pessoas que vieram a provar ser de confiança...
Talvez seja altura de começar a olhar para além dessa primeira imagem que é verídica apenas na minha cabeça.
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Ao fazer o Trabalho sobre a minha mãe, falecida e com quem já nada posso esclarecer pessoalmente, apercebi-me que grande parte das atitudes que tomou em defesa do meu irmão, e que tanto me magoaram, foram por estar absolutamente convencida da veracidade da sua história: o meu pai não gostava do meu irmão (e eu provavelmente também não) e, como tal, cabia-lhe sair em sua defesa, protegê-lo do todo o possível mal. Percebi então que nunca foi sua intenção magoar-me, nunca se tratou de um "ataque" pessoal e esta realização libertou-me dum peso imenso permitindo-me vê-la como a pessoa amargurada e bela que foi, que também me amava.
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É cada vez mais claro para mim o quanto a minha mente me tem influenciado, ao meu comportamento e aos meus sentimentos, e quão longo é o caminho que tenho pela frente.
Mas é também certo que os momentos de paz interior têm vindo a aumentar e isso é o meu maior incentivo!
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

À descoberta




Sempre amei o meu país à beira-mar plantado, mas também sempre considerei o povo português, no geral, demasiado amargo, desiludido e egoísta.
Hoje apercebo-me que grande parte das pessoas, e eu já fui uma delas, não se amam a si próprias e vivem à procura de alguém que o faça. Não conseguem estar bem consigo próprias e procuram diversas formas para evitar estar sós, seja pelo álcool, pelas drogas, pelo sexo, por inúmeros companheiros, más companhias ou pelo trabalho...
São inúmeras as formas e tudo porque enfrentar a própria cabeça, os pensamentos que não param, é algo inconcebível. Muitos tentam fugir apenas para chegar à conclusão que tal não é possível: o que pensamos sobre nós mesmos, sobre outros, sobre a nossa vida, não fica para trás, segue-nos para onde formos e está presente cada momento do nosso dia estejamos acordados ou, muitas vezes, também a dormir.
Amar alguém que não se ama a si próprio é uma das tarefas mais duras de enfrentar: se nos fazem uma observação/sugestão podemos reagir de forma bastante agressiva pois sentimos como um insulto; se nos fazem um elogio, não é seguramente verdade; e por aí fora.


Talvez exista uma solução pacífica - parar para observar como a nossa mente funciona, ouvir os nossos pensamentos e descobrir até que ponto acreditamos e nos confundimos com eles. Até os compreendermos, não nos estamos a relacionar com outras pessoas ou com nós próprios, mas sim com conceitos que nunca investigámos nem mesmo nos apercebemos. Apenas por tomarmos consciência da sua existência e forma aprendemos uma nova forma de nos relacionarmos com eles.
Ao fazer O Trabalho ficamos frente-a-frente com partes da nossa vida sobre as quais podemos nunca ter pensado seriamente. Conhecermo-nos desta forma é algo extremamente interessante e rasgos de luz e felicidade surgem de onde menos esperamos. Descobrimos o que é realmente verdade e o que as outras pessoas pensam de nós deixa de ser importante.
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Já li muitos livros de auto-ajuda e não posso negar que a maior parte, pelo menos, me ajudou em algo em dada altura. Como quando vi o filme "O Segredo" e me senti cheia de energia, extremamente motivada e confiante dum futuro cheio de felicidade...
Quanto tempo durou?
Confesso que apenas uma ou duas semanas e agora pergunto - quanto tempo era suposto durar uma sensação de bem estar baseada em expectativas para o futuro?
A verdade é que se estou insatisfeita com o meu presente o máximo que posso conseguir é uma energia extra baseada numa ilusão de futuro que, enquanto dura, me ajuda a enfrentar o dia-a-dia de forma mais optimista e até conseguir alguns resultados positivos, mas quando o efeito passa volto ao meu eu antigo e, se mantenho as expectativas de uma mudança radical posso desiludir-me e aumentar a "fossa" porque os segredos d"O Segredo" já não resultam comigo.
E se conseguir ser feliz com a minha realidade actual?
Serei, seguramente, uma pessoa muito mais alegre, bem disposta, amigável e atenta.
Atenta, por exemplo, às pessoas que me rodeiam, conseguindo ver o melhor delas em vez de apenas o menos bom, e às possibilidades reais e efectivas de trazer ao meu presente melhores condições.
Quem sabe se uma das pessoas que antes criticava e me irritavam e agora até simpatizo, me dá uma oportunidade de ouro quando, anteriormente, jamais pensaria em mim para tal.
Não passei a ser hipócrita, apenas fiz o Inquérito sobre essa pessoa, reconheci os aspectos em mim que ela apontava e, em vez de esperar que ela mudasse, mudei eu e comigo mudaram os resultados.
VALE A PENA!