quarta-feira, 18 de março de 2009

Maus Colegas

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....................Imagem retirada da Internet

Quem nunca teve um mau colega?

Um colega meu teve, há poucas semanas, uma discussão com o nosso chefe que, a meu ver, tinha mais razão que ele, e desde aí o seu rendimento que já não era alto caiu a pique. Entretanto decidiu meter baixa por 3 semanas e a maior parte de nós pensou que se iria prolongar, mas não, voltou e com o mesmo ritmo dos dias imediatamente anteriores.
Tudo isto poder-me-ia ter passado ao lado não fosse ter começado, há não muito tempo atrás, a aprender o seu trabalho para o poder substituir durante as férias e outras ausências pelo que nessa altura estava ainda muito "verde" e fui apanhada de surpresa com diversas situações que não sabia mesmo fazer mas tudo acabou por se resolver.
Também isto nada teve de transcendente mas houve algo pelo meio que me deixou verdadeiramente irritada: no dia em que ficou de baixa o dito Sr. entrou no nosso local de trabalho sem sequer um "Bom dia" dirigindo-se directamente ao chefe para entregar o documento optando igualmente por me ignorar quando lhe dirigi palavra e saindo sem mais.
Ele pode ter os seus motivos para estar revoltado com a chefia, mas pessoalmente nuca lhe dei qualquer motivo para ser rude e, principalmente como colega que o ia substituir, não esperava tamanha falta de consideração. Agora sou constantemente chamada para o ajudar a concluir tarefas (que quando sozinha não tive qualquer dificuldade em desempenhar sozinha) atrasando assim o meu trabalho e a irritação começou a acumular-se dentro de mim.
Quando decidi fazer O Trabalho sobre isto a minha mente começou por se opôr terminantemente: era como se ao deixar de estar chateada com ele lhe estivesse a dar razão. Ele e a sua atitude estavam certos e eu errada por me sentir assim. Ora isto é algo que o meu ego tem MUITA dificuldade em aceitar.
Mas o facto é que ele fez o que fez porque achou que devia fazer e nada pode mudar essa realidade. Não me compete a mim decidir a forma como ele se deve sentir e agir acima de tudo quando não faço a mínima ideia do que vai pela sua cabeça. Mas posso e DEVO alterar a forma como isso me faz sentir principalmente quando essa sensação é tão negativa. Se entrasse em conflito directo com ele teria mais problemas que vantagens e iria certamente criar um péssimo ambiente de trabalho. Do outro lado tenho a hipótese de fazer o meu trabalho o melhor possível reduzindo ao mínimo indispensável a comunicação entre nós.
E desta forma não foi tão difícil convencer o meu ego que nem tudo passa por estar certa ou errada
E também posso optar por ver nele uma pessoa triste e revoltada que interiormente se deve sentir bastante mal e que não teve provavelmente a intenção de me ofender directamente.
Questionar os meus pensamentos nem sempre começa por ser fácil e simples, mas termina SEMPRE da melhor forma.
É bem mais fácil viver assim!
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Medo

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..................Imagem retirada de Flickr.com

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Se perguntar por aí se o "Medo" é saudável, estou certa que a maioria das pessoas me responderá que sim, muitas poderão dizer “sim, até certa medida”, mas ninguém, ou muitíssimo poucos responderiam não.
Pois cada vez mais me convenço que o medo pouco ou nada tem de saudável, que ajuda muito menos que atrapalha.
Quantas vezes deixamos de fazer o que gostaríamos ou até de seguir determinado rumo de vida com medo do futuro e de nos vermos perante dificuldades que, no momento presente, apenas existem na nossa cabeça...
O certo é que, independentemente do que escolhermos fazer, iremos SEMPRE, mais tarde ou mais cedo, deparar com dificuldades e, a meu ver, ainda bem pois são elas que mais nos ajudam a crescer. Então se assim é, talvez seja mais correcto, e saudável, seguir o que o nosso coração nos diz pois, sem qualquer dúvida, o que vem do coração traz-nos mais felicidade e prazer.
Mas mesmo nas mais pequenas coisas do dia-a-dia o medo pode atrapalhar - não corremos riscos com medo do preço a pagar, protegemos os nossos filhos com medo do que lhes possa acontecer...
Isso é bom?
Quero com isso dizer que os devemos deixar fazer o que quiserem sem conta nem medida?
Certamente que não tanto, mas existe medo e existe respeito!
Obviamente que é necessário ter em conta que tudo o que fazemos tem consequências e algumas bem pesadas e isso é algo que não podemos esquecer, mas uma coisa é a ponderação e o respeito pela vida, outra, muito diferente, é o MEDO.
Através da ponderação, principalmente quando damos mais ouvidos ao coração que à mente, poderemos viver a vida de forma plena que nos faz sentir preenchidos e mais vivos.

Também há quem diga que vive muito bem sem correr riscos mas será que, lá bem no fundo, não esconde um certo vazio?
Não empurrará para o canto mais longínquo da sua mente a vontade de fazer algo por simples prazer sem pensar em NADA?
Se me proibir ou ao meu filho de me/se aventurar em determinada diversão mais arriscada, posso, sem dúvida, estar a preservar a minha/sua integridade física, ou até mesmo a vida mas provavelmente também me/o estarei a privar de sensações únicas e insubstituíveis. E qualquer um de nós se poderá magoar ao tropeçar e cair de umas escadas e não é por isso que vamos deixar de as subir ou descer!

Depois também existe a DÚVIDA, prima direita do MEDO, que, de forma mais subtil que este, tantas vezes nos leva a evitar determinados percursos simplesmente porque talvez não seja o melhor...
Esta, para mim, tem sido bem mais paralizadora que o MEDO em si - se por um lado me considero uma pessoa aventureira, por outro são inúmeras as coisas que já deixei de fazer, ou apenas de terminar porque duvido das minhas próprias capacidades...
Vozinha irritante esta que sempre põe em causa qualquer coisa mais "arriscada", mais fora do habitual, que me proponha fazer, como quem eleva a fasquia mas depois não acredita ser capaz de a atingir. Como a faço entender que ninguém nasce ensinado e que é através do erro que se chega à perfeição. A mente sabe mas...

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A preto e Branco

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......................Imagem retirada de Flickr.com

Quando conhecemos alguém pela primeira vez de imediato formamos uma opinião. Algumas pessoas orgulham-se de raramente errar, pessoalmente chego, de vez em quando, à conclusão que me enganei e por vezes redondamente.
Agora pergunto:
Será que estamos mesmo certos quer se confirmem ou não as primeiras impressões?
Até que ponto conhecemos MESMO alguém por mais convívio que tenhamos com ela?
Tenho a certeza que a maioria das pessoas que conheço, e algumas delas há muitos anos, se lessem este blog, se surpreenderiam com o lado que aqui mostro.
Como é possível sabermos o que leva alguém a tomar determinada atitude que nos ofende e/ou magoa? O que se passará na vida dessa pessoa ou como se sentirá ela nesse preciso momento? Quem somos nós para julgar ou condenar?
Só nós mesmos sabemos o que nos passa pela cabeça no preciso momento em que respondemos "torto" a alguém ou até quando tomamos uma decisão que por vezes até nós mesmos surpreende.
Mas uma coisa é justificarmos a nós mesmos as nossas próprias acções, e o Ego sempre encontra um motivo por muito pouco plausível que até possa ser, outra é vermos noutro alguém semelhante a nós com os seus motivos que desconhecemos numa pessoa que nos "agride".
Quando o nosso Ego se sente ofendido é tão rápido a saltar em sua própria defesa que julga e condena sem parar tempo suficiente para ponderar se tem direito a tal ou não.
Quer isto dizer que temos o direito de ofender quem quisermos e o dever de "dar a outra face" a quem nos agride?
Talvez se todos aprendermos a ver o mundo e as pessoas que nos cercam de forma mais colorida, possamos agir e reagir de forma mais ponderada e pacífica sem pisar ninguém pelo caminho vendo nos outros seres humanos iguais a nós.
Afinal não vivemos num mundo a Preto-e-Branco.

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sábado, 24 de janeiro de 2009

No Trabalho

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.............................Imagem retirada de Flickr.com

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Aprender a gostar do meu trabalho é, por si só, uma ideia que há uns anos atrás me pareceria aterradora.
Quantas vezes exclamei convicta:
"Não sou uma pessoa conformista!"
Hoje, com o peso de experiências passadas, aquilo a que chamamos maturidade, olho para trás e verifico que essa atitude me trouxe mais dissabores que benefícios.
Se me perguntarem se me agrada imaginar-me daqui a 30, 20 ou mesmo 5 anos a fazer o mesmo que hoje, a resposta ainda é a mesma - ideia tão deprimente, a diferença é que hoje me recuso a pensar no assunto e tento, cada vez mais, viver o momento presente. Um dia de cada vez e nada mais.
Voltando ao início, e apesar de aceitar o meu actual dia-a-dia, a verdade é que aceitar não é gostar e sei que se aprendesse a gostar MESMO do meu trabalho, a minha vida, no geral, seria bem mais agradável. Deixaria, provavelmente, de sentir aquela insatisfação, desmotivação, que se mantém maioria das vezes bem enterrada mas contudo ainda presente e que, por isso, de vez em quando sobe à superfície sob a forma de impaciência e agressividade geralmente injustificada e desnecessária em particular para com aqueles que mais amo.
Mas como consegui-lo?
A resposta a esta questão tem sido uma das minhas últimas demandas e cada vez mais me convenço que a encontrarei nas mais pequenas coisas. Naquelas que apesar de sempre presentes tão raramente paro para as apreciar - as sensações. Sentir os cheiros, ouvir os sons, observar as cores, e todas as outras sensações que existem sem as julgar ou censurar. Sem dar ouvido àquela "voz" que sempre lhes encontra algum defeito as rotula como insignificantes ou arranja algo mais importante para fazer. Resumindo: O Momento Presente.

Afinal como posso ter a certeza que estar noutro local a fazer algo diferente seria o melhor para mim?
Simplesmente não posso!
A verdade é que crescemos e aprendemos com as nossas experiências do dia-a-dia e não tenho como garantir que não existam tantas lições ainda por aprender naquele lugar. Por isso talvez o melhor para mim seja mesmo estar aqui a fazer precisamente o que faço todos os dias.
Sei que se me entregar totalmente ao meu trabalho serei, seguramente melhor profissional, provavelmente melhor colega e poderei, possivelmente, evoluir noutras direcções.
Apenas não posso ver o presente como um simples meio para chegar a um “futuro melhor” pois isso não é amar a realidade e não me dará, a todos os níveis, a mesma satisfação não passando apenas de uma máscara diferente.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pinturas

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Este Natal arranjei um desafio que acabou por se tornar maior do que o inicialmente previsto: Aguarelas!
Tendo na família um tio a quem que nunca sei o que dar pois, além da idade, tem posses para comprar o que quiser quando quiser, decidi pintar umas tulipas em aguarela:





















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Não estão, seguramente, fabulosas, mas tratando-se da técnica de pintura mais difícil de todas e tendo em conta que apenas tive cerca de quatro ou cinco aulas há mais de cinco anos, confesso que me senti bastante orgulhosa do resultado, e assim aventurei-me numa outra:


Este foi bem mais audacioso, e embora baseado numa aguarela cujo autor desconheço, não se tratou de qualquer tentativa de imitação.
A verdade é que animada pelos elogios do meu irmão, licenciado em pintura pela ESBAL (se é que ainda é assim que se chama), decidi comprar um livro e aprofundar os meus conhecimentos e foi aí que o maior desafio surgiu:
Para quem, como eu, facilmente desiste quando o resultado do meu trabalho não coincide com as expectativas, esta tarefa facilmente se vai tornar árdua pois é bastante mais fácil imaginar lindas pinturas do que realizá-las.
A outra batalha a travar, que acaba por estar relacionada com a primeira, é pintar apenas pelo prazer deixando a mente do lado de fora e assim com ela a censura...

Veremos o resultado!.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Almas Amigas

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Neale Donald Walsch tem um livro para crianças intitulado "A Pequena Alma e o Sol" cuja história é uma das mais bonitas que jamais li:
Fala de uma Pequena Alma que, após ter descoberto que era Luz, queria saber o que isso realmente significava e, como no seu mundo nada mais havia, pois tudo era luz, teria de reencarnar escolhendo uma das suas inúmeras qualidades - quis o Perdão - e conhecer o seu oposto a fim de reconhecer o seu verdadeiro valor. Mas precisaria de ter a quem perdoar...
Então uma Alma Amiga oferece-se para a ajudar entrando na sua próxima vida física como alguém que lhe iria fazer mal para assim a Pequena Alma a poder perdoar.
A única questão era que a Pequena Alma teria de a reconhecer pois a Alma Amiga iria fingir tanto e tão bem que se esqueceria de quem realmente era e, se a Pequena Alma não se lembrasse, ambas ficariam perdidas.
E assim, na sua nova vida, sempre que alguém a magoava, a Pequena Alma lembrava-se da sua Alma Amiga.


Esta história é, para mim, muito mais que uma linda história. Ela traduz, de uma forma muito simples, algo em que acredito:
Todos nós somos almas que buscam a perfeição e, reencarnação após reencarnação, limamos aresta atrás de aresta como um diamante que após totalmente polido brilha intensamente.
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A morte de uma criança, ou mesmo o aparecimento de doenças graves como o cancro entre outras, sempre foi algo que me fez muita confusão. A explicação que diz que “Deus a chamou para seu lado” - tentar imaginar aquele “Senhor” rodeado de crianças - nunca me fez muito sentido, por outro lado é impossível dizer que fez algo para “merecer”. E então o que fica?
Para mim, existe um certo conforto em acreditar que se tratam de Almas Amigas que entram na nossa vida para nos ensinar algo, seja a “perda”, o “amor incondicional” ou qualquer outra lição, são almas que nos deram o privilégio de entrar a nossa vida, nem que apenas por um curto período de tempo, para as podermos amar para além de tudo o mais.

Tarefa que, como mãe, espero nunca ter de enfrentar, é o aprender a deixá-las ir, aceitar que já não estão ao nosso lado e não vamos vê-las crescer, guardar no nosso coração para todo o sempre a sua recordação apenas com carinho a amor e seguir em frente.
Porque esta é a nossa missão, seguir em frente e, quem sabe, partilhar com outros que estejam a passar por situação semelhante a forma que nos ajudou a ultrapassar a nossa.
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sábado, 6 de dezembro de 2008

Por detrás da porta

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..............................................Imagem retirada da Internet


Decidir divulgar o endereço deste blog pelos meus colegas de trabalho foi tarefa difícil e razão de demorada luta interior. Por um lado ainda trata-se de um número considerável de pessoas, alguns deles já familiarizados com o meu trabalho e clientes, outros nem tanto, e não existe melhor e mais rápida forma de o dar a conhecer a todos. Por outro... É claro que se o que aqui escrevo não fosse para ser lido por outros este seria o local mais errado possível para o fazer, mas uma coisa é serem amigos e pessoas que não conheço pessoalmente a lê-lo, outra são pessoas que me conhecem apenas superficialmente. Embora nunca tenha alterado a minha forma de ser para agradar a outros, a verdade é que sempre fui altamente sensível à opinião alheia, ansiosa por um elogio ou uma simples palavra agradável. E o que vão pensar de mim ao ler o que aqui escrevo?
A conclusão óbvia foi acabar por enviar um e-mail com o link para dezenas de pessoas e ficar à espera de um único comentário que não chegou. E agora?
Um dia houve em que me sentia "em baixo", uma leve depressão que me irritava porque não fazia sentido e decidi fazer O Trabalho. Não precisei de o completar porque quando cheguei à parte "Como me sentiria se não fosse capaz de ter esse pensamento" a sensação foi de tamanha leveza que automaticamente substituiu a anterior e senti-me particularmente feliz por ter conseguido libertar-me da necessidade daquela "palmadinha nas costas".

Não deixo de considerar curioso como consigo ter tamanhos opostos dentro de mim. Sou insegura em determinas das situações e confiante noutras. Sinto falta de reconhecimento mas não mudo uma vírgula apenas para o receber. Quero ser aceite por outros mas sinto-me bem sozinha. Quero que me procurem , mas não corro atrás.
Durante muito tempo pensei que apenas eu era assim até um dia, há muitos anos, alguém que aparentava ser altamente confiante e até um pouco arrogante, numa conversa acidental me confiou que por dentro se sentia insegura e que acreditava sermos todos assim.
Desde esse dia que comecei a ver as pessoas de outra maneira, mas continuo a acreditar que terei, pelo menos alguns, opostos mais extremos que a maioria delas...


Como acredito que tudo o que nos acontece tem uma lição a aprender, hoje estou convencida que acabei de atravessar um teste onde foi posta à prova a capacidade de ultrapassar a minha necessidade de aprovação.
Concluído com sucesso!


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