terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um Feliz Natal

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A quem se tem queixado do meu silêncio, peço as minhas desculpas e informo que tenho andado com ainda menos tempo que o habitual porque estou a estudar para dar forma a um projecto para o próximo ano. Lá para finais de Janeiro ou princípios de Fevereiro já deverei ter novidades, espero!
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Aproveito também para desejar a todos um Feliz Natal e que o novo ano de 2010 vos traga muita força, esperança e energia para que consigam realizar os vossos sonhos.
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Até para o ano!
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um sonho especial

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Imagem retirada da internet
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Sempre sonhei muito e ainda me lembro de alguns sonhos dos meus tempos de criança, mas não recordo nenhum que me tenha marcado como me marcou um que sonhei esta noite e duvido que alguma vez se apague da minha memória...
Eu estava no consultório de uma médica pediatra no papel de terapeuta no intuito de tentar ajudar um menina com não mais de cinco anos cujo pai ali havia levado à revelia da mãe.
Dei-lhe algumas canetas de cor para as mãos e, antes de ter tempo para mais, ela tem um "ataque", contorcendo-se violentamente.
No momento seguinte a menina estava ao meu colo, de frente para mim, semi-deitada nas minhas pernas enquanto eu lhe amparava as costas e a cabeça.
Mantinha ainda um marcador preto na agarrado na sua pequena mão, tinha os olhos manchados de negro e o lado esquerdo da sua face cheio de garatujas da mesma cor onde se conseguiam identificar as letras H E L P que iam do queixo até à linha do cabelo.
Algo dentro de mim gritava: envenenamento!
Olhei para a médica e, sem que o pai ouvisse, perguntei-lhe o que pensava. Ela encolheu os ombros com uma expressão de impotência no rosto e disse: "também me parece mas as análises topológicas vieram negativas..."
Contudo, o que mais impressionou foi a intensidade do olhar daquela menina preso no meu, firme mas sem desespero, a enfrentar-me.
Do mais profundo do meu coração veio a promessa: "Eu vou ajudar-te!"
E acordei.
Eram certa de 2H30 da manhã, despertei e tive dificuldade em voltar a adormecer porque parecia continuar a ver à minha frente aqueles olhos fixos nos meus e algures dentro de mim ressoavam as palavras "estou à tua espera".
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Esta história não foi inventada, foi mesmo um sonho e, como tal, terá pontos pouco plausíveis ou mesmo incoerentes. E também sei que por detrás dela está a minha vontade de me tornar terapeuta e a paixão pelas crianças, assim como o livro em inglês que tenha andado a ler sobre arte-terapia, mas gostava de saber mais.
Parece-me estar cheia de pequenos simbolismos que não faço ideia de como interpretar...
Alguém me pode ajudar?
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Brincar com a arte

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. . . . .. . . . . . . . . . . . . . ...Imagem retirada da Internet

Recebi recentemente um convite para um curso intensivo de arte terapia a realizar pela S.P.A.T. nos próximos dias 28 e 29 de Novembro. Isso fez reacender-se em mim uma já antiga curiosidade sobre a arte terapia, e levou-me a ler sobre esta forma de arte tão diferente da que fez parte de alguns dos mais importantes anos da minha vida de uma forma não tão positiva como eu gostaria e deveria ter sido. Algo que me surpreendeu foi que, ao contrário do que pensava, a arte terapia não incide sobre a análise ao que as pessoas fazem, pelo menos para a maioria dos arte terapeutas, mas sim no apoio e orientação do cliente incentivando este a identificar o significado do que produziu.
À semelhança da Focalização, também aqui o cliente é levado a fazer um fazer um intenso trabalho interior estando sempre no comando do seu próprio processo. Para alguém fundamentalmente analítico como eu, juntando as inúmeras aulas de arte de arte e as nem sempre positivas críticas que recebi, conseguir largar as regras e pôr no papel o que quer que seja sem estar constantemente a pensar se está ou não “bonito” é algo brutalmente difícil e um desafio que estou disposta a enfrentar.
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Num passeio pela internet descobri as mandalas. Acredito que, para mim, nada podia ser melhor para começar e para voltar a pegar ao fim de tanto tempo nas canetas e nos lápis de cor.
Foi uma sensação extraordinária!
É sem qualquer dúvida, uma actividade relaxante e estava ao mesmo tempo a fazer algo “bonito”. Como os primeiros desenhos que imprimi tinham imagens concretas de flores, estrelas e anjinhos, é claro que as primeiras cores em que peguei, foram o amarelo para as estrelas, rosa para as flores e tudo como é “suposto”. Depois o meu “bichinho” interior, já espicaçado pelo desafio anteriormente assumido resolveu “quebrar as regras” e troquei as cores todas. Foi divertido e continuei a obter um resultado visual agradável. Que mais podia pedir?
Volto a afirmar que foi uma sensação fantástica e só me apetecia continuar agarrada aos lápis e às canetas, debruçada sobre umas folhas de papel a pintar.
Pode soar infantil, mas é aí mesmo que reside o âmago da questão: vivemos os nossos dias agarrados às nossas rotinas, presos nos nossos problemas e, na maioria dos casos, esquecemo-nos de "brincar", de descontrair e do tão bem que isso nos fazia sentir.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sonhar um sonho

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......................Imagem retirada da Internet
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Há muito tempo que ando à minha procura nesta vida, que é o mesmo que dizer que procuro algo que me preencha, que me faça sentir realizada, que me ensine a transmitir o muito que já aprendi ao longo desta e de inúmeras outras vidas para, assim, poder ajudar outras almas perdidas.
Como um pequeno pardal que saltita de galho em galho, também eu já experimentei um pouco de tudo, principalmente no que diz respeito aos trabalhos manuais (até já ensinei o meu marido a arranjar estores! :) ) e sou mestre na arte de começar e não terminar, de ver o entusiasmo desvanecer com a mesma facilidade com que havia surgido.
É por isso com agradável surpresa, que vejo a minha tradução chegar ao fim, a revisão concluída, pronta para uma última análise a fazer por alguém "de fora", depois de muitas horas de dedicação e empenho, e sem aquela já tão familiar sensação de um arrastar entediado.
A forma como o trabalho fluía sem esforço, mesmo naqueles dias em que, ao início, a ideia de lhe pegar nem era das mais animadas; a voz que me dizia, confiante, que tenho tudo para fazer um excelente trabalho, quando sempre fui a primeira a duvidar das minhas próprias capacidades; as palavras que surgiam, na minha mente ou em páginas de livros ou revistas que entretanto ia lendo, quando uma frase ou expressão do texto original me deixavam atrapalhada; tudo isto tem vindo a alimentar a minha convicção que estou, finalmente, à beira de realizar o meu sonho.
Posso ainda ter um longo caminho a percorrer, sem dúvida, mas para quem já tanto caminhou e desesperou, a mera perspectiva de ter um objectivo definido à minha frente enche-me de ânimo e força para enfrentar o que ainda está para chegar.
Ainda tenho de ir "bater a algumas" portas para tentar vender o meu trabalho, mas sei que o meu entusiasmo e confiança nesta técnica que tem vindo a crescer e a dar frutos tangíveis ao longo de todo o mundo são uma arma poderosíssima para ajudar a abrir e entrar e atingir o meu objectivo.
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Sonha, acredita, trabalha... sê feliz!
E não te esqueças de ouvir o teu corpo...
:)
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domingo, 23 de agosto de 2009

Percursos

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.................................................Imagem retirada da Internet
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Se há coisa que acredito já há algum tempo é que quando chegamos a esta vida já trazemos um objectivo pré-definido. Qual o percurso que seguimos e até mesmo se o cumprimos, isso já é uma opção nossa. Por vezes deixamo-nos cegar pelos obstáculos que a vida nos coloca, a mente cria medos como "defesa", e perdemos a ligação com o nosso eu interior, aquele que sabe, para além do racional, o que é o melhor para nós.
Curiosamente, ou talvez não, a verdade é que desde que tive de reconstruir a minha vida que passei a ser mais optimista e a procurar respostas dentro de mim mais que no exterior. Tem sido um percurso longo, cheio de altos e baixos, mas quanto mais o percorro mais razões tenho para acreditar que estou no caminho certo. As coincidências acontecem e os tropeções também, mas desde que comecei a olhar para estes como contendo uma mensagem para mim, algo a aprender, tornaram-se bem mais leves.
Hoje, numa fase algo conturbada, particularmente em questões financeiras, tenho períodos em que me deixo controlar pelos receios da mente, pela insatisfação do presente e inseguranças do futuro, contudo, quando relaxo e "desligo", sinto algo dentro de mim que me traz uma tremenda tranquilidade, que me diz que tudo vai correr bem, que estou no caminho certo. E a verdade é que pela primeira vez em toda a minha vida sei o que quero fazer, tenho um plano a seguir, passos concretos a dar. Tenho um objectivo, uma meta.
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Há cerca de um ano atrás descobri Byron Katie e, considerando todo o meu percurso de auto-descoberta, ela fez-me fazer uma espécie de triagem sobre tudo o que tinha lido e aprendido e perceber o que fazia ou não sentido tendo-se tornado num ponto de viragem no meu caminho. Depois vieram Eckheart Tolle e Gina Lake que, tendo em comum com Byron Katie - o momento presente e a sua realidade imutável - me levaram um pouco mais longe. Christianne Águas também foi, e ainda é, importante na forma como estruturo os meus pensamentos, a minha forma de pensar.
Mas nenhum deles me ensinou a lidar com as minhas emoções negativas. Quando me sentia mal, fazer O Trabalho por escrito resultava mas apenas para as coisas mais leves como pequenos atritos no trabalho ou com amigos entre outros. Para os medos de longa data, os mais intrínsecos ou situações verdadeiramente complicadas ou dolorosas a mente prevalece e muitas vezes acabava por conseguir ultrapassar remetendo-os para um canto escondido algures dentro de mim sem que os resolvesse verdadeiramente.
Foi então que descobri "Focusing":
Focusing é uma técnica desenvolvida pelo Professor Gene Gendlin que, nos anos 60, começou uma investigação sobre a questão "Porque é que a psicoterapia ajuda algumas pessoas e não outras?". Após gravarem centenas de sessões completas com diversos terapeutas e clientes, e tendo comparado e analisado exaustivamente as mesmas, ele e os seus colegas chegaram à conclusão que a diferença não estava nos profissionais nem nas técnicas por eles utilizadas mas sim nos clientes.
Os pacientes que obtinham sucesso tinham uma consciência física vaga e difícil de descrever que sentiam directamente durante as sessões enquanto os outros mantinham uma postura inteiramente racional.
Focusing é um processo de auto-consciência e cura emocional orientado para o corpo. É tão simples quanto apercebermo-nos de como nos sentimos e então ter uma conversa com as nossas sensações em que, basicamente, fazemos o papel de ouvintes. É estabelecermos uma relação de amizade com o nosso corpo, onde prevalecem a abertura total e ausência de críticas, de forma a podermos ouvir e entender a mensagem que ele tem para nos transmitir quando se manifesta através de emoções e sensações físicas.
Em Portugal ainda não existe nada sobre este tema na nossa língua e a minha actual ambição começa por traduzir um dos livros, encontrar uma editora interessada em publicá-lo (o mais difícil) e tirar os cursos necessários de modo a poder tornar-me professora deste método e ajudar a trazê-lo para cá pois estou absolutamente convencida do seu enorme potencial para ajudar a mudar a vida a inúmeras pessoas.
Um sonho ambicioso, talvez, mas se este for de facto o meu caminho então estou certa que as coincidências acontecerão e as portas acabarão por se abrir.
Agora e sempre - um dia de cada vez.
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sábado, 18 de julho de 2009

Aprender a Ser

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Esta foi a minha última descoberta!
Uma reportagem com a Fátima Lopes na Revista Zen Energy levou-me à procura de Christiane Águas e assim descobri os seus livros que acabei por comprar e ler.
Não vou dizer que acredito que TUDO o que acontece nas nossas vidas tem relação directa com os nossos pensamentos, mas não tenho a mínima dúvida que estes que são o principal motor do nosso estado de espírito que, por seu lado, influencia o nosso dia-a-dia e isso sim, pode mudar por completo o nosso percurso nesta vida.
E também acho que este método deixa "de fora" as nossas emoções. Se me sinto mal acredito mais em enfrentar esse sentimento do que em empurrá-lo para algum canto longínquo e camuflá-lo com pensamentos positivos...
Mas mantenho a convicção que a forma como são estruturados os nossos pensamentos é essencial e, por isso, sem possibilidade de momento de frequentar os seus workshops estou empenhada em cumprir a sua proposta de programa autodidacta e não deixa de ser curioso notar como, ao me tornar mais consciente das palavras que utilizo nos meus pensamentos e, assim, ter a preocupação de substituir as negativas por outras mais optimistas, vou constatando a diferença nos resultados finais.
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Na Zen Energy de Julho (da qual me estou a tornar particularmente fã) vem uma reportagem intitulada Enraizamento com texto de Isabel Leal que começa assim:
"Em Portugal, culturalmente, somos ensinados desde cedo a pensar pequeno, que a vida se faz com esforço e que tudo tem o seu preço. Estes pensamentos criam o amanhã de todas as pessoas. Todo este cenário tem de ser alterado. É necessário ter pensamentos positivos. Aos pensamentos seguem-se as escolhas e as atitudes: pessoas com bons pensamentos fazem melhores escolhas e têm melhores atitudes."
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Não me parece fácil contrariar a lógica deste comentário. Não digo que pessoas mais pessimistas não possam atingir os seus objectivos contudo estou certa que será de uma forma mais dolorosa e com muito menor satisfação pois têm, habitualmente, tendência para nunca estar satisfeitos com o que conseguem sendo os "defeitos" o foco principal da sua atenção.
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A mesma reportagem continua com o seguinte:
"Ensinar as técnicas de enraizamento a adultos e a crianças contribui para que a vida no planeta Terra e a realidade material fluam de forma mais natural e com mais sucesso.
Numa época em que a palavra "crise" impera e as ambições e realizações estão mais confusas e dispersas, é possível aprender como trazer até ao nosso quotidiano aquilo de que realmente precisa.(...)
É importante deixar de lado os medos ou as energias e experiências que temos passado, pois estes vão inlfuenciar constantemente o presente de forma negativa ou viciada. Guardar apenas os bons momentos é uma escolha. (...)"
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Embora gostasse não posso nem faz sentido transcrever para aqui toda a reportagem, por isso sugiro, a quem tenha ficado com curiosidade a compra desta revista pois pode ficar a conhecer mais a técnica de enraizamento que nada tem de complicado e, acredito, pode ajudar no nosso dia-a-dia.
São dadas sugestões simples, para além de determinados "desportos" como o Yogo, Judo, Karaté Taekwondo entre outros, como o dar uma abraço a nós mesmos, tomar um banho relaxante, abraçar uma árvore, descalçar e deitar, num jardim ou na praia, e sentir o solo com os pés e as mãos por alguns minutos.
Numa altura de férias nada disto é assim tão difícil de conseguir fazer se apenas nos lembrarmos de tal. Como tenho experiência, como já aqui antes descrevi, do indescritível prazer que andar descalça à beira da água de um pacífico lago e trepar a árvores e sentir-me parte delas, apenas me sinto algo "idiota" por não me lembrar de o repetir mais vezes, por deixar que a ideia do que o que os outros possam pensar de mim interfira no que tantas vezes me apetece fazer: descalçar e sentir a relva com os meus pés ou mesmo abraçar uma árvore.
Já que estou de partida para umas merecidas e mais que necessárias férias, prometo a mim mesma fazê-lo com os meus filhos para que também eles possam sentir a magnífica energia da Natureza à qual pertencemos mas da qual tanto nos esquecemos.
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Desejo a todos os que já estão ou ainda estejam para ir, umas excelentes e repousantes férias!
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Atelier p/Vítimas de violência doméstica

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............................ ...... . Imagem retirada da Internet


No seguimento do meu último post quero aqui descrever a ideia que me surgiu recentemente e que, em conjunto com a minha amiga Paulinha da Casinha de Artes, estou a desenvolver e tentar levar à prática:
Trata-se de criar um atelier de Artes Manuais destinado a abrigos que acolhem mulheres e crianças vítimas de violência doméstica na cidade de Lisboa com duração de aproximadamente 1H30 por semana em regime de voluntariado.
Conscientes de que as mulheres que se refugiam nestes abrigos se encontram numa condição psicológica particularmente sensível, em fase de transição e do sigilo em que tudo se desenrola, pretendemos proporcionar-lhes algum tempo longe dos seus problemas dedicando-se a pequenas actividades onde possam verificar resultados rapidamente, num único dia, e orgulhar-se do trabalho efectuado com as suas próprias mãos.

Não sei se estou a ser demasiado “romântica” ou a sonhar alto demais, mas embora este tipo de coisas pareçam, a muitas pessoas, pertencerem a um mundo distante, a verdade é que os números referentes à violência doméstica são cada vez mais altos, quer seja por haver cada vez mais denúncias, ou agressões e, da minha parte, gostava de dar a minha humilde contribuição com algum do pouco tempo que tenho…

O e-mail com a proposta já foi enviado para várias associações e aguardamos agora resposta.
Estou convicta do seu valor e se não for neste formato, quem sabe de alguma outra forma elaborada em conjunto com quem vive este tema por dentro no seu dia-a-dia.

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